sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Metade não atingiu média no Enem

Excluindo redação, candidatos fizeram menos de 500 pontos em cada área avaliada; nota foi divulgada ontem

Lisandra Paraguassú

Quase metade dos 2,6 milhões de alunos que prestaram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009 teve notas inferiores aos 500 pontos estabelecidos como média pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela prova, em todas as quatro áreas avaliadas.

Em matemática, a prova considerada mais difícil, 57,7% dos candidatos ficaram abaixo da média. A escala apresentada ontem pelo Inep atribuiu ao resultado obtido pelos estudantes que ficaram no meio, nem tão ruins nem tão bons, a nota 500 - no caso, foram usados apenas daqueles que concluíram o ensino médio em 2009. Quanto mais além de 500 melhor a situação do aluno. Acima de 800 pontos, informou o presidente do Inep, José Soares Neto, apenas uma minoria. Da mesma forma, quanto mais baixo pior.

A análise de quantos alunos ficaram em cada uma das faixas de pontos mostra que boa parte não conseguiu nem mesmo alcançar essa média. Na prova de linguagens, que inclui português, 47% dos estudantes ficaram com menos de 500 pontos e 1,3% ficou abaixo de 300, o que significa que praticamente zeraram o exame, cuja nota mais baixa foi 224,3 pontos, a menor entre as quatro avaliadas. Em ciências humanas, nenhum aluno teve resultados inferiores a 300 pontos, mas apenas 0,1% conseguiu passar dos 700.

A metade ficou abaixo dos 500 pontos. Em ciências da natureza, 48,7% não alcançaram a média e apenas 0,2% passou dos 700 pontos. Nessa área, no entanto, 0,8% dos candidatos não alcançaram os 300 pontos. A nota mais baixa foi 263,3.

Matemática teve a nota mais alta entre as áreas, 985,1 pontos. No entanto, esse resultado foi obtido por apenas um estudante. Só 0,3 % passou dos 800 pontos. No ano passado, 2,6 milhões de jovens fizeram a prova.

Pela primeira vez, o Enem não tem uma nota geral do aluno, mas cinco conceitos diferentes, um para cada prova, o que causou confusão entre os estudantes. O Inep optou por não fazer uma média geral de desempenho porque, no Sistema Unificado de Seleção (Sisu), pelo qual os estudantes poderão a partir de hoje se candidatar a 47,9 mil vagas, cada uma das 51 instituições participantes terá seu próprio cálculo. "Se uma instituição dá peso igual para todas as áreas, é apenas somar e dividir por cinco. Mas, se há pesos diferentes, a conta varia", explicou Neto. O Sisu fará o cálculo para cada curso e instituição que o aluno se inscrever.

Outro ponto que dificultou a compreensão dos resultados este ano é o fato de que a escala não tem nota zero ou mil (a maior na escala). A mínima em cada área é a obtida pelo aluno que teve o pior resultado e a máxima, pelo melhor estudante. A mais baixa foi registrada em linguagens - 224,3 - e a mais alta em matemática. A única das áreas que teve uma média simples, por ser subjetiva, foi a de redação. No caso, as notas atribuídas às redações foi somada e dividida pelo número de estudantes que fizeram a prova. A média foi 601,5 pontos. Para avaliar o conhecimento de forma mais precisa, o Inep usou a Teoria da Resposta ao Item.

Fonte: www.estadao.com.br

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Para entender a nota do Enem



Para entender a nota do Enem

Existe uma nota global do Enem?
Não, o Inep não calcula uma média global de desempenho, apenas apresenta as médias separadamente.

A prova do Enem tem cinco notas: uma para cada área de conhecimento avaliada – Ciências da Natureza, Ciências Humanas, Linguagens e Matemática –, mais a média da redação. Para o cálculo das médias em cada uma das quatro áreas foi utilizada metodologia da Teoria de Resposta ao Item (TRI), que busca medir o conhecimento a partir do comportamento observado em testes. No caso da redação, os critérios são os mesmos do Enem tradicional.

Para distribuição das vagas no Sistema de Seleção Unificada, do Ministério da Educação, as instituições vão utilizar o conjunto de notas do Enem seguindo critérios específicos de agregação e peso.

Como é calculada a nota do Enem em TRI
Diferentemente de uma prova comum, a nota do Enem em cada área não representa simplesmente a proporção de questões que o estudante acertou na prova. Em cada uma das quatro áreas avaliadas, a média obtida depende, além do número de questões respondidas corretamente, também da dificuldade das questões que se erra e se acerta, e da consistência das respostas. Por isso, pessoas que acertam o mesmo número absoluto de itens podem obter médias de desempenho distintas.

O que representa a nota
Na escala construída para o Enem, dentro de cada uma das áreas avaliadas, a nota 500 representa a média obtida pelos concluintes do ensino médio que realizaram a prova (excluídos os egressos e treineiros). Portanto, quanto mais distante de 500 for a nota do estudante, para cima, maior o desempenho obtido em relação à média dos participantes. Mesmo raciocínio vale para desempenho menor que 500, que aponta desempenho pior em relação ao obtido pela média.

Escala
Os limites da escala, dentro de cada área, variam conforme o nível de dificuldade das questões da prova e o comportamento dos estudantes em cada questão. Portanto, o mínimo e máximo para cada área avaliada não são pré-fixados.

Na prova de Ciências da Natureza e suas Tecnologias, a análise TRI apontou que a menor média de proficiência observada foi 263,3. Esse número representa o início da escala para essa área, ou seja, o nível mais baixo de proficiência possível de mensuração pelas questões da prova. A maior proficiência foi 903,2.

Para Ciências Humanas e suas Tecnologias, as notas variam entre 300,0 e 887,0.

Para a área de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, as médias ficam entre 224,3 e 835,6.

No caso de Matemática e suas Tecnologias, as notas vão de 345,9 a 985,1.

Assessoria de Imprensa do Inep/MEC

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Vestibular 2010.1: consulte seu local de prova

Atenção candidatos para o Vestibular! A Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia-Uesb, informa a todos os candidatos para o Vestibular 2010.1 que a Consultec, empresa responsável pelo Processo Seletivo, disponibilizou a consulta do local de provas. Os interessados deverão acessar o site da Instituição, de posse dos documentos pessoais, para realização da busca.

Para mais informações acesse a página do vestibular na internet, ou entre contato com a Comissão Permanente do Vestibular (Copeve) através do telefone (77)3421-8607.

Clique aqui e confira o local das provas.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Faça um simulado do Enem

O Cursinho Henfil preparou um simulado do Enem, cujas provas acontecem nos dias 5 e 6 de dezembro.

No link www.cursinhohenfil.org.br/simulaenem.zip, você encontra dois arquivos zipados. São 140 questões no total, divididas em duas provas: uma com 70 questões das áreas de ciências humanas e ciências da natureza e outra com 70 questões das áreas de linguagens e matemática. Você encontrará também os arquivos com os gabaritos das duas provas.

O Enem será composto por 180 questões, aplicadas em dois dias. No dia 5, será aplicada a prova de ciências da natureza e ciências humanas; no dia 6, será a vez de linguagens e matemática, além da redação.

Fonte: Blog do Fovest http://blogdofovest.folha.blog.uol.com.br

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Aberta as inscrições para o Concurso Vestibular 2010.1

Foi lançado o edital para o vestibular da UESB - 2010.1

Clique aqui para acessar o edital

Clique aqui p.ara ver o quadro de vagas.

Boa sorte a todos.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Enem: Aluno poderá escolher até 3 cursos

Decisão foi anunciada pelo MEC em razão do adiamento da prova; antes estudante podia escolher até 5 opções.

O ministério promete devolver o valor da taxa de inscrição, de R$ 35, para quem desistiu do exame devido à mudança de data

Os candidatos a vagas em instituições públicas que serão selecionados apenas pelo Enem deverão ter três opções de curso, e não mais cinco.

A mudança deverá ser feita por causa do vazamento da prova do Enem na semana passada, que foi cancelada e remarcada para 5 e 6 de dezembro. As opções serão reduzidas para acelerar o processo de seleção dos alunos, segundo o MEC.

A secretária de Educação Superior do MEC, Maria Paula Dallari Bucci, espera que a maior parte das vagas seja preenchida já na primeira escolha. Ainda de acordo com ela, o atraso na realização da prova não deverá comprometer o início do ano letivo -o resultado dos exames, segundo ela, sairá até o dia 5 de fevereiro e a matrícula, no final do mês.

Estão em jogo nesse sistema cerca de 45 mil vagas para universidades e institutos tecnológicos federais, além da Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense) e da escola de formação do IBGE.

Ao começar a reformulação do Enem, no primeiro semestre, o MEC havia projetado um sistema pelo qual o aluno pudesse se candidatar a até cinco cursos de cinco universidades diferentes no ato da inscrição.

Posteriormente, o ministério decidiu mudar o sistema. O aluno, ao se inscrever, optaria por apenas um curso. Se não fosse selecionado, se inscreveria de novo, processo que ocorreria até cinco vezes.

Notas
Diferentemente dos anos anteriores, em que a nota das questões de múltipla escolha saía antes da média da redação, desta vez o ministério afirma que vai contratar mais corretores para que a nota da redação saia ao mesmo tempo.

No caso do Prouni, programa de bolsas que também utiliza o Enem para selecionar os beneficiados, o MEC estuda mudar o procedimento de matrícula para evitar que o ano letivo atrase. Hoje, antes de começar a frequentar a instituição, o aluno precisa demonstrar que cumpre os requisitos, como o teto de renda familiar de até três salários mínimos. Para os cursos que começam em 2010, o MEC estuda exigir apenas uma declaração do estudante afirmando que se encaixa nos critérios, para só depois ter de comprovar a sua condição.

Taxa
O Ministério da Educação promete devolver o valor da taxa de inscrição, de R$ 35, para quem desistiu do exame devido ao adiamento. Para isso, o candidato deve enviar uma carta para SRTVS quadra 701, bloco M, Edifício Sede do Inep, Brasília DF, CEP 70340-909.

Segundo o ministério, a data e a forma de devolução do dinheiro só serão divulgadas depois do exame.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Suspeito de roubo da prova de ENEM depondo na PF


E temos a imagem do suspeito de roubar o Enem depondo à polícia:

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Ministério da Educação define nova data para a prova do Enem

BRASÍLIA - O Ministério da Educação definiu nesta terça-feira a nova data de aplicação do Enem. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), os dias escolhidos são 5 e 6 de dezembro.


A data será avaliada durante a reunião na tarde desta terça pelos ministros da Educação, Fernando Haddad, e da Justiça, Tarso Genro, que poderão aprovar ou não os dias de aplicação.

Aplicação

O Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (Cespe), da Universidade de Brasília (UnB), confirmou nesta terça-feira que será um dos responsáveis pela aplicação e correção das provas do Enem.

Segundo nota divulgada pelo órgão ligado à Universidade de Brasília, o Cespe vai compor o grupo de instituições parceiras que ficarão responsáveis pela aplicação das provas.

“Aceitamos o convite do Ministério da Educação por considerar extremamente importante participar desse esforço nacional e contribuir com o sucesso do Enem”, afirmou, na nota, o diretor-geral do centro, Joaquim José Soares Neto.

O detalhamento de cada etapa ainda está em fase de fechamento entre as instituições parcerias da força-tarefa, de acordo com a nota. É possível que haja participação de alguns parceiros como os Correios e a Força Nacional na realização da nova prova.

O caso

O Enem, que seria realizado no último fim de semana para 4,5 milhões de candidatos em 1,8 mil cidades do País, foi suspenso após indícios de que a prova foi furtada.

A reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo" informou ao ministro da Educação, Fernando Haddad, que foi procurado na última quarta-feira por um homem que disse, ao telefone, ter as duas provas que entregaria em troca de R$ 500 mil. De acordo com o ministro, "a jornalista [que informou o ministério da ocorrência] fez uma descrição de alguns elementos constitutivos da prova".

Depois de ter sido alertado, o ministro reuniu a equipe do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que constatou "fortes evidências" de que a prova teria sido furtada.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Saiba o que fazer com o adiamento da prova do Enem

O MEC já tomou providências junto ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal para apurar eventuais responsabilidades criminais.


Com volume recorde de inscrições neste ano (mais de 4,1 milhões), o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que ocorreria nos dias 3 e 4 próximos, foi adiado nesta quinta-feira (1º), depois que foi denunciado o vazamento da prova.

O Ministério da Educação (MEC) já tomou providências junto ao Ministério da Justiça e à Polícia Federal para apurar eventuais responsabilidades criminais relativas ao vazamento.

Tire suas dúvidas sobre o Enem com perguntas e respostas:

Por que foi adiado?
O vazamento da prova do Enem levou o MEC a cancelar na madrugada desta quinta-feira (1º) a prova, que seria aplicada no fim de semana em 1,8 mil cidades do país. A decisão foi tomada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, após ter sido alertado pela reportagem do "Estado de São Paulo" sobre a quebra do sigilo do exame.

Era realmente necessário adiar?
Sim, pois o MEC e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) disseram que precisam reorganizar a logística da aplicação, assim como identificar quais falhas no sistema de segurança permitiram o vazamento.

Além disso, uma segunda prova que o Inep já possui precisará ser impressa e redistribuída às cidades que realizarão a prova.

Quando será o novo exame?
O novo dia exato da prova deve ser anunciado nos próximos dias, mas o ministro Fernando Haddad já informou que o exame será realizado entre 30 e 45 dias, se adequando às datas de realização de vestibulares.

É preciso nova inscrição?
Não será necessária nova inscrição. Os estudantes já inscritos serão comunicados sobre as mudanças da prova.

Muda o local da prova?
Isso ainda não foi definido. O Inep diz que os inscritos serão comunicados da confirmação da nova data e do local das provas por meio da página do Enem na internet e também pelo telefone celular informado no ato da inscrição.

Como fica a situação dos estudantes que iriam fazer a prova em outras cidades?
Ainda não se sabe se os locais de prova serão mantidos. O candidato precisa aguardar a reorganização da logística de aplicação das provas.

Será um exame diferente do original?
De acordo com o ministro da Educação, Fernando Haddad, a prova original deverá ser utilizada como um simulado. O Inep já possui uma segunda versão do exame que será usada oficialmente.

Para que serve o Enem?
O Enem é utilizado pelo Governo como referência para uma auto-avaliação sobre o ensino médio e qualidade do ensino. A nota que o aluno conseguir no exame é utilizado como critério de seleção de bolsas de estudo no Programa Universidade para Todos (ProUni).

Além disso, diversas universidades federais planejam usar o resultado do Enem como primeira fase do processo seletivo, aplicando em seguida uma segunda etapa. Outras faculdades, utilizam o resultado do exame para complementar a nota do vestibular.

A divulgação do resultado vai atrasar?
Sim. Segundo o Inep, o resultado final das provas, inicialmente previsto para o dia 8 de janeiro, deve atrasar em cerca de um mês.

As universidades usarão o Enem mesmo assim?
A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) anunciou que não utilizará as notas do exame, caso os resultados não estejam disponíveis até o dia 30 de novembro.

Existe algum telefone para que os estudantes possam tirar suas dúvidas?
Sim. O estudante pode ligar para o número 0800 61 61 61 ou enviar um e-mail para o endereço faleconosco@inep.gov.br.

Há a perspectiva de terceirização da prova? Caso haja a terceirização, como será a seleção da instituição?
A impressão, distribuição e aplicação do Enem já é terceirizada. Ainda não se sabe se empresa que venceu a licitação dessa edição será mantida após o vazamento da prova. Caso seja constatado que a culpa pela fraude é da empresa, pode ser feito uma contratação emergencial de outro prestador de serviço. Nesse caso, não será feita licitação em função da urgência no processo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Repórter do R7 grava prova de irregularidade no exame do Enem

Veja a gravação feita pelo reporter quando queriam vender a prova para o reporter do Estado de São Paulo.

MEC divulga prova do Enem descartada após vazamento

O Ministério da Educação (MEC) disponibilizou nesta quinta-feira a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2009 que foi descartada depois das denúncias de vazamento do conteúdo do exame. As provas, marcadas para este final de semana, foram canceladas pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, na madrugada de hoje após as suspeitas de fraude. Acesse as provas do primeiro dia, segundo dia e o gabarito.

O cancelamento das provas
O Ministério da Educação cancelou na madrugada desta quinta-feira a realização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que seria aplicado neste final de semana para mais de 4 milhões de pessoas em todo o País. O cancelamento teria ocorrido em virtude do vazamento da prova. As provas seriam aplicadas nos dias 3 e 4 de outubro em 113.857 salas de 10.385 escolas do País.

De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, por telefone, um homem procurou o jornal na tarde dessa quarta-feira e disse que tinha duas das provas que seriam aplicadas no sábado. Em troca da informação, teria cobrado R$ 500 mil. A decisão teria sido tomada pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, após tomar conhecimento do vazamento.

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reynaldo Fernandes, disse ao jornal que "há fortes indícios de que houve vazamento, 99% de chance". Haddad disse ao jornal que não teve acesso ao material da prova e confirmou o vazamento após consultar técnicos do Inep, com base em informações que teriam sido passadas pelo jornal ao ministro.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Enem 2009: Questões fáceis vão estar no começo da prova

Simone Harnik
Em São Paulo

As questões mais fáceis do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 vão estar no início da prova. A informação é do presidente do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), Reynaldo Fernandes. O nível de dificuldade dos testes vai aumentando à medida que as questões avançam.

O Enem 2009 terá uma redação e quatro provas com 45 questões objetivas, dentro das seguintes áreas: ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; e matemática e suas tecnologias.

Dentre os 45 testes de cada exame, 15 serão fáceis, 15 terão nível de dificuldade médio, e 15 serão difíceis. De acordo com Fernandes, quem não souber uma questão pode arriscar um palpite, pois perguntas que não tiverem resposta preenchida serão consideradas erradas. Ou seja, vale a pena chutar, caso o candidato não saiba a resposta correta.

O gabarito do exame está previsto para ser divulgado apenas às 19h do domingo, 4 de outubro. A escala da nota final, de acordo com o presidente do Inep, ainda não está definida. Os organizadores do Enem estudam a possibilidade de a escala ir de 0 a 1.000 pontos. Para Fernandes, o ideal é que a nota não pareça porcentagem.

O Enem 2009 será aplicado em mais 10 mil escolas no próximo sábado, 3 de outubro, e no domingo, 4 outubro. Fernandes concedeu entrevista em evento realizado pelo Movimento Todos pela Educação, nesta quarta-feira (30).

Candidatos poderão mudar de local de prova

Estudantes que tiverem sido alocados para escolas muito distantes de suas residências ou para outras cidades poderão pedir mudança de local de prova ao Inep. O pedido pode ser feito pelo faleconosco@inep.gov.br até esta quinta-feira (1º), às 12h (horário de Brasília).

No e-mail, o candidato deve informar seu nome, número de inscrição, número de CPF e nome da mãe. É necessário também relatar o problema com o local de prova definido pela instituição.

Dia do Exame

O Enem 2009 será aplicado em 1.826 municípios brasileiros, nos dias 3 e 4 de outubro, da seguinte maneira:

  • 3/10 (sábado): das 13h às 17h30 - prova 1: ciências da natureza e suas tecnologias; e ciências humanas e suas tecnologias.
  • 4/10 (domingo): das 13h às 18h30 - prova 2: linguagens, códigos e suas tecnologias e redação; e matemática e suas tecnologias.

  • Os portões de acesso aos locais de prova serão abertos às 12h e fechados às 12h55, horário de Brasília (DF). As provas serão aplicadas às 13h, em todo o território nacional. Os locais de prova serão os mesmos nos dois dias. É recomendável que o inscrito compareça ao local de realização da prova com antecedência de uma hora.

    A redação deverá ser feita em língua portuguesa e estruturada na forma de texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, a partir de um tema de ordem social, científica, cultural ou política.

    Por motivos de segurança, o participante só poderá ausentar-se do local de prova após duas horas do início do exame.

    Nota da prova do Enem deverá ser de 0 a 1.000

    Candidatos receberão cinco notas: uma para cada área e a redação.
    Mais de 4 milhões farão a prova no final de semana.

    A nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deverá ser de 0 a 1.000, segundo o Ministério da Educação (MEC). A informação foi dada nesta quarta-feira (30) pelo presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes. Mais de quatro milhões de candidatos farão a prova nos próximos sábado (3) e domingo (4).

    "Pensamos em usar de 0 a 100, mas acho que isso pode confundir com porcentagem. Então, está quase certo de que será 0 a 1.000", afirmou Fernandes.


    Os candidatos receberão cinco notas diferentes, uma para cada área do conhecimento (linguagens, matemática, ciências humanas e ciências da natureza) e a redação. Cada universidade define a maneira como irá usar essas médias, além do peso de acordo com o curso. Das 55 federais, 24 vão utilizar o Enem em substituição ao seu processo seletivo, totalmente ou parcialmente.

    O gabarito dos dois dias de prova será divulgado somente no domingo à noite. Não será possível calcular a nota somando o número de acertos, como num vestibular convencional. Pela nova metodologia adotada, haverá uma escala que revela a habilidade que o candidato tem em determinada área.

    A reta final da maratona do Enem

    Por: Luís Celso Jr. - Gazeta do Povo Online

    A principal recomendação para esta semana que antecede o exame é manter o ritmo de estudos,dar uma revisada nos conteúdos e manter a saúde – tanto a física quanto a mental – em dia.

    É importante manter o mesmo ritmo tanto nos estudos quanto na alimentação, nos exercícios físicos e no lazer. Isso significa dizer que se você sempre estudou muito, continue. Já se não foi o mais esforçado, não adianta tentar correr como um louco agora. Não arrisque fazer mudanças bruscas na rotina. Seja constante.

    No plano dos estudos, faltando tão pouco tempo para as provas, não dá para aprender muita coisa. Não adianta sair correndo para “devorar” livros, isto pode ser um peso desnecessário na preparação. Até porque a prova do Enem não é de memorização e decoreba de conteúdos. Lembre-se que o que ela exige é raciocínio, capacidade interdisciplinar e de compreensão de fenômenos atuais.

    O que estudar então? Recomenda-se o foco nas atualidades. Conhecer bem os temas contemporâneos é importante no Enem. Para isso, dedique algum tempo para absorver informações, lendo jornais e revistas ou mantendo contato com outros meios de comunicação confiáveis. Questões geopolíticas, políticas, sociais
    e éticas aparecem com frequência nos testes.

    Outra dica é dar uma boa olhada no que já caiu nos exames anteriores. E isso é mais fácil do que parece. As provas estão disponíveis na internet, no site do Vestibular. Se você ainda não conhece o formato das questões, procure se habituar. Isso pode ajudar, inclusive, a diminuir o tempo de resolução da prova.

    Mantenha a tranquilidade

    A corrida do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que começou há alguns meses com o anúncio das mudanças feito pelo MEC, entra na reta final. E nesta competição, o prêmio é valioso: um bom desempenho pode garantir vaga tanto nas instituições que aderiram ao Sistema de Seleção Unificada quanto nas que utilizarão a pontuação do exame para compor sua nota final, como é o caso da UFPR. A poucos dias da linha de chegada, muitos dos 4,5 milhões de estudantes que farão as provas ainda têm dúvidas. O que fazer na última semana: apertar o passo ou relaxar? Como superar as 180 questões e a redação em dez horas?

    Durante a semana

    O período que vem logo antes das provas é de ansiedade para a maioria dos estudantes, o que pode atrapalhar a concentração. Procure manter a tranquilidade. O resultado do exame é fruto de um processo de preparação longo e não da última semana. Além disso, é bom ter em mente que essa não é a única chance da sua vida. Por isso, não garantir uma boa nota não será “o fim do mundo”.

    Outra dica dos psicólogos é se imaginar nos dias das provas, desde a entrada no local até o momento da resolução das questões. Esse processo mental ajuda a se familiarizar com o ambiente, com a rotina do dia, e pode diminuir a ansiedade.

    A alimentação também não deve ser muito alterada nessa semana, mas a principal dica é evitar comidas muito gordurosas ou excessivamente temperadas. Opte por sucos e baseie a alimentação em carboidratos. Mas cuidado: se você não está acostumado, não vai ser justo no dia do Enem que você vai comer só um pouquinho de alface, certo? Uma boa alimentação não significa necessariamente comer pouco, mas de forma equilibrada.

    Se você está acostumado a fazer uma atividade física não pare em razão das provas. O exercício é importante, tanto para o corpo como para a mente. O próprio fato de não estar estudando ajuda a relaxar. Mas se você não fez nada ao longo do ano, não tente dar uma de esportista. Durante os períodos de estudo, procure manter uma postura correta. Nos intervalos, um leve alongamento pode aliviar a tensão. Dormir bem também é muito importante.

    Nos dias de prova

    Na hora de colocar a mão na massa, vale a pena lembrar de algumas recomendações:

    Siga seu estilo pessoal - Acima de tudo, é importante seguir seu estilo de fazer a prova. Cada um tem seus hábitos. Alguns chegam a criar um verdadeiro ritual na medida em que ganham experiência em fazer provas. No entanto, cuidado com excessos para não deixar o tempo passar demais.

    Não perca tempo... - As provas são extensas e o tempo é curto. Portanto, nada de ficar de bobeira em questões nas quais se tem mais dificuldade. O ideal é fazer primeiro aquelas que você sente mais facilidade. Para isso, é bom fazer uma rápida leitura antes de começar, recomendam os professores.

    … mas não tenha tanta pressa - Pode soar contraditório, mas tenha calma. Procure utilizar o tempo a seu favor. Faça dele um aliado e não mais um motivo de preocupação.

    Procure relaxar - O dia da prova, o transporte, a entrada na sala, o fiscal... Todo o ritual já é de deixar qualquer um nervoso. Quando a prova chega, então... O que fazer nesta hora? Segundo os psicólogos, o principal é não se apavorar. Tente relaxar. Para isso, respire fundo. Nesse momento, é necessário manter o equilíbrio e ter confiança em tudo o que já foi estudado.

    Alimentação leve - A dica é a mesma da semana que antecede as provas: alimentação leve e balanceada. Nada de excessos. Consuma carboidratos para garantir energia. Evite gordura e não consuma bebidas alcoólicas. Elas atrapalham o raciocínio. Ao contrário do vestibular da Federal, no Enem o candidato pode consumir alimentos durante a prova. Por isso, vale a pena levar petiscos leves, como biscoitos e barras de cereais, para evitar a queda da taxa de açucar no sangue, o que também atrapalha o raciocício. E é sempre bom ter uma garrafa de água por perto.

    Fique atento!

    Nos dias de provas, preste atenção para não esquecer nada:

    Horário - O MEC recomenda chegar ao local de prova às 12 horas. Os portões fecham às 12h55 e depois desse horário não será permitida a entrada. Documentos - É necessário levar documento com foto, seja ele o original ou uma fotocópia autenticada. Pode ser identidade, carteira de trabalho ou de habilitação. Além disso, é necessário apresentar a folha de respostas do questionário socioeconômico e o cartão de confirmação de inscrição, que poderá ser o entregue pelo MEC ou o impresso no site do Inep.

    Material - Não se esqueça de levar caneta esferográfica de tinta azul escura ou preta (leve mais de uma, por segurança), lápis preto nº 2 e borracha macia.

    Não pode - Não será permitida a utilização de livros, manuais, impressos ou anotações, máquinas calculadoras, agendas eletrônicas ou similares, telefones celulares, pagers, bip, walk-man, gravador, mp3 ou superior, relógio com calculadora ou qualquer outro receptor ou transmissor de mensagens.

    Saída - Não é permitido que qualquer um dos participantes se ausente da sala antes de decorridas duas horas do início do exame. Após quatro horas de prova, os estudantes poderão levar o caderno de questões ao sair da sala.

    Gabaritos - Os gabaritos serão colocados no site do Enem no sábado, às 23 horas, e no domingo, por volta das 19 horas.

    Fontes: Ari Herculano de Souza, professor de História e diretor do curso Dom Bosco; Sergio Gregório da Silva, doutor em fisiologia do exercício e professor do cursos de Educação Física da UFPR; Raul Von Der Heyde, professor do departamento de Nutrição da UFPR e coordenador do Núcleo de Concursos da UFPR; Luciana Albanese Valore, professora do departamento de Psicologia e coordenadora do projeto de orientação profissional da UFPR; Ministério da Educação.

    Novo Enem pede mais atenção nas questões de exatas

    Segundo Willian Saito, professor do COC, candidatos devem ficar atentos ao anunciado, tabelas e gráficos de cada questão do exame.

    terça-feira, 29 de setembro de 2009

    Enem de 2009 Orientações ao inscrito para as provas de sábado e domingo

    Terça-feira, 29 de setembro de 2009

    O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2009 será aplicado neste fim de semana, nos dias 3 e 4 de outubro, em 1.829 municípios. No sábado, 3, as provas terão início às 13h, com 4h30 de duração. Será aplicada a prova I — ciências da natureza e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias.


    No domingo, 4, o exame começa também às 13h, mas com 5h30 de duração. A prova II compreenderá linguagens, códigos e suas tecnologias, mais a redação, e matemática e suas tecnologias.


    Os portões de acesso aos locais de prova serão abertos às 12h e fechados às 12h55, pelo horário de Brasília. É recomendável que o inscrito compareça ao local de realização da prova com antecedência de uma hora.


    O participante de locais com fuso horário diferente em relação ao de Brasília deve ficar atento. Todas as informações sobre o horário referem-se ao fuso da capital federal.


    Confirmação — O cartão de confirmação foi enviado pelos Correios a todos os inscritos. Ele contém o número da inscrição do estudante, a senha de acesso aos resultados individuais e a folha de leitura óptica para as respostas do questionário socioeconômico. O material recebido pelos estudantes também informa os locais de prova, que serão os mesmos nos dois dias.


    O participante que não receber o questionário socioeconômico pelos Correios terá a oportunidade de respondê-lo posteriormente. O material ficará disponível para download na página eletrônica do Inep.


    Aqueles que não receberam o cartão de confirmação, independentemente dos motivos, poderão fazer a prova no local previsto. Para confirmar esse local, devem buscar a informação na página eletrônica do Enem ou pelo sistema telefônico Fala, Brasil (0800-616161). Podem ainda ser informados por meio de mensagens SMS enviadas aos telefones celulares cadastrados na inscrição. Depois, basta comparecer ao local correto e apresentar documento de identificação, com foto.


    O inscrito que necessitar de ajuda pode entrar em contato também pelo endereço eletrônico faleconosco@inep.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. .


    O que levar — Nos dois dias de prova, o participante deve apresentar original ou cópia, devidamente autenticada, de documento de identificação, cartão de confirmação de inscrição, folha de respostas do questionário socioeconômico, caneta esferográfica de tinta preta, lápis preto nº 2 e borracha macia.


    Atendimento especial — Os participantes que informaram, ao se inscrever, a necessidade de atendimento diferenciado terão garantidas as condições necessárias para fazer as provas. Participantes com deficiência visual farão provas em braile, provas em formato digital acessível ou com auxílio de ledores. Aqueles com baixa visão farão provas com caracteres ampliados no corpo 24 (padrão) ou conforme solicitação.


    Os surdo-cegos contarão com auxílio de guias-intérpretes e os surdos terão auxílio de intérprete-tradutor da língua brasileira de sinais (Libras).


    No caso de participantes com deficiência física ou pessoas com mobilidade reduzida, será garantido o acesso à estrutura física do local do exame. Todos terão uma hora a mais para a realização das provas.


    Religião — Os participantes que declararam, na inscrição, professar religiões que guardam os sábados, farão a prova após o pôr-do-sol no primeiro dia do exame. Apesar do horário especial, devem, porém, se apresentar nos locais de prova no mesmo horário que os demais, entre 12h e 12h55. Eles ficarão em salas específicas e também terão 4h30 para concluir a prova.


    As provas — O Enem de 2009 terá quatro provas nas áreas de conhecimento de ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; matemática e suas tecnologias.


    Nas provas objetivas, cada área concentrará 45 itens de múltipla escolha, distribuídos em blocos de diferentes níveis de dificuldade. Em cada dia serão distribuídos aos participantes quatro diferentes modelos de prova, todos da mesma cor. Neles, as questões estarão ordenadas de forma diferente.


    Quanto à redação, deve ser feita em língua portuguesa e estruturada na forma de texto em prosa, do tipo dissertativo-argumentativo, a partir de um tema de ordem social, científica, cultural ou política.


    Durante a prova, não será admitida nenhuma espécie de consulta ou comunicação entre os inscritos, nem a utilização de livros, manuais, impressos ou anotações, máquinas calculadoras, agendas eletrônicas ou similares, telefones celulares e aparelhos como pagers, bip, walkman, gravador, mp3 ou superior, relógio com calculadora, canetas eletrônicas ou qualquer outro receptor ou transmissor de mensagens.


    Saída — O participante só poderá deixar a sala, com o caderno de prova, quatro horas depois do início do exame, tanto no sábado quanto no domingo. Caso contrário, deve entregar, ao aplicador da sala, o caderno, a folha de respostas da parte objetiva da prova e a folha de redação (no segundo dia).


    Por motivos de segurança, o participante só poderá deixar o local de prova duas horas depois do início do exame. Também por razão de segurança, deve evitar o uso de bonés, óculos escuros ou outro objeto que cubra cabelos e orelhas.


    Gabaritos — Os gabaritos, as provas dos dois dias e a diretriz para que o participante identifique o respectivo modelo de prova estarão disponíveis na página do Inep no domingo, 4, a partir das 19h.


    Imprensa — Este ano, por motivo de segurança, a cobertura da imprensa estará restrita às áreas externas aos locais de prova, antes da entrada dos participantes.


    Os profissionais encarregados da execução do Enem não darão entrevistas. Eles não estão autorizados pelo Ministério da Educação a emitir pareceres ou opiniões sobre o exame. Respondem pelo Enem, exclusivamente, as fontes do MEC e do Inep.


    Os participantes farão a prova em mais de 113 mil salas por todo o Brasil e serão atendidos diretamente por 290 mil aplicadores de sala, 10.385 coordenadores de aplicação e 15,5 mil profissionais como médicos, psicólogos e funcionários de apoio.


    Mais informações na página do Enem.

    Assessoria de Comunicação Social

    Enem: primeira colocada no simulado diz que o segredo é estudar (quase) sem parar

    Enem 2009

    29 de setembro de 2009

    Por Marina Dias


    A estudante Daniela Campos Lara, primeira colocada no simulado do Enem (Foto: Divulgação)

    Se alguém pedir para a paulistana Daniela Campos Lara, 22 anos, definir seu perfil de estudante, a resposta será categórica: sou nerd. Daniela está entre os que acham fascinante passar a semana inteira, de segunda a segunda, mergulhada nos estudos. Não por acaso, ficou em primeiro lugar no simulado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), promovido em agosto pelo cursinho Objetivo. Para quem persegue o sucesso nos exames, os especialistas recomendam que períodos de estudo intensivo sejam sempre intercalados com atividades de lazer. Mas Daniela desafia a fórmula: o segredo, segundo ela, é estudar todos os dias e fazer pequenas pausas para banheiro, alimentação e as horas necessárias de sono. Cinema ou passeio com os amigos estão simplesmente fora de cogitação.

    Dentre os 32 000 participantes do simulado, Daniela alcançou a maior nota. Como prêmio, ganhou um carro zero quilômetro e mais confiança para as próximas provas. "Sou daquelas alunas que senta na frente e não deixa conversas paralelas atrapalharem a concentração."

    O alvo dessa determinação é uma vaga no curso de medicina de alguma universidade pública do país. Para isso, a estudante investe em mais de doze horas de estudo por dia. De segunda a sábado, assiste às aulas no cursinho pela manhã e, após uma pausa para o almoço, dedica-se à revisão da matéria e à resolução de dezenas de exercícios, por outras sete horas seguidas. "Faço paradas rápidas para ir ao banheiro (risos). É tudo muito cronometrado. Os exercícios em casa ajudam a ganhar rapidez e a resolver algumas partes das questões de cabeça", garante.

    Estratégia – Para não perder a concentração, no cursinho, Daniela senta-se de frente para o professor e, quando cansa da teoria, abre o livro de exercícios e começa a resolver um atrás do outro. "Procuro direcionar a atenção para explicações de conteúdos que ainda tenho dúvida", afirma. Nada de decorar nomes, tabelas e fórmulas. "O melhor é desenvolver o raciocínio lógico em cima de todas as disciplinas, não apenas em exatas". Há dois exemplos bem característicos dessa estratégia: em história, acompanhar a linha cronológica dos acontecimentos; em biologia, saber o significado dos radicais das palavras que dão nomes a determinados animais.

    "Cheguei a fazer noventa questões de química em uma única tarde", relembra. Há dias, porém, em que a estudante assiste a muitas aulas de exatas e, por isso, prefere rever assuntos de história ou geografia. "Estudar depois da aula o oposto do que você viu pela manhã pode ser uma boa saída para a rotina não ficar muito cansativa".

    Na prova - "Não começo pela área de conhecimento que tenho mais domínio", explica. "O exercício de número 1 é o primeiro que vou resolver, e assim por diante". Daniela costuma ler a questão duas vezes. Caso não entenda o enunciado ou perceba que não sabe solucionar o desafio de imediato, deixa a questão no fim da fila.

    Acontece que, em algumas ocasiões, não há tempo suficiente para voltar à pergunta ou, ainda, pode acontecer do estudante realmente não achar a resposta certa para o que foi proposto. O que fazer? "Nessa hora, é melhor chutar. Não deixar nada em branco, mas chutar consciente, eliminando as alternativas que não fazem muito sentido".

    Uma dificuldade – A disciplina mais problemática para Daniela é o português. "Os enunciados são muito grandes e é preciso ler com muita atenção. Geralmente, são as questões que mais demoro a resolver." Para treinar redação, escreve dois textos por semana sobre temas da atualidade. "Cronometro meu tempo e tento não ultrapassar 1h15", explica. Qualquer que seja o assunto, segundo a estudante, a dica é preencher um esqueleto: "no primeiro parágrafo, apresento minha tese e então desenvolvo o assunto com exemplos que justifiquem o que defendi inicialmente. Por último, faço a conclusão, um apanhado sobre tudo o que escrevi".

    A tranquilidade na hora da prova, segundo a estudante, faz muita diferença. "Geralmente, fico muito nervosa. Mas desta vez quase não me reconheci. Estava super calma e, com certeza, isso ajudou muito". Modesta, Daniela diz que desconfiou da primeira colocação no simulado: "Quando vi que tinha ficado em primeiro lugar, logo pensei: os melhores não devem ter ido fazer a prova por causa da chuva."

    Os assuntos mais esperados no Enem

    Por: Margarida Azevedo - JC Online

    Até pouco tempo atrás, o estudante que quisesse se dar bem no vestibular deveria não desgrudar dos livros. Eram eles que, aliados às explicações dos professores em sala de aula e aos exercícios feitos na escola ou em casa, garantiam um bom preparo para os concursos.

    Mas a nova lógica do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) exige que os jovens também estejam antenados com os principais assuntos do Brasil e do mundo. E para manter-se atualizado e afiado para as provas, que acontecerão daqui a duas semanas (dias 3 e 4 de outubro), os feras devem valer-se de informações de jornais, revistas, sites e noticiários televisivos.

    Acontecimentos importantes, como a eleição do primeiro presidente negro dos Estados Unidos, Barack Obama, e o surto mundial de gripe suína, por exemplo, ainda não chegaram às páginas dos livros de história ou biologia.

    Para ajudar os vestibulandos na etapa final de preparação para a avaliação nacional, o Jornal do Commercio pediu aos professores de quatro dos maiores colégios do Recife - NAP, Boa Viagem, Atual e Motivo - para elencarem assuntos atuais que, no entendimento deles, merecem atenção especial nesses dias de revisão.

    Embora o Enem esteja divido em quatro áreas do conhecimento (ciências humanas, ciências da natureza, matemática e linguagens), o exame vai cobrar conteúdos de maneira interdisciplinar. A orientação da professora de português do Colégio Boa Viagem Maria Pereira é voltada para a prova de linguagem.

    Mas aplica-se também para os outros três testes. "A interpretação é uma das ferramentas essenciais para o bom desempenho no Enem. A leitura de um texto não é um mero ato de decifrar símbolos, mas interagir e produzir sentidos durante a leitura. É nesse processo que se estabelece a interpretação de texto, habilidade que é muito cobrada na prova, com questões que conduzem o fera a aplicar seu conhecimento e dar soluções", observa Maria.

    "A leitura frequente de textos coloquiais e formais, quadrinhos, tabelas, gráficos e outdoors é um ótimo exercício, além de manter-se atualizado", complementa a professora Gracineide Regina, referindo à prova de português. Na área de ciências da natureza, que envolve química, física e biologia, professores das três disciplinas do Colégio NAP indicam a importância de revisar o tema energia.

    Em química, José Mendes e Alexandre Estevão ressaltam o biodiesel e o petróleo. Rogério Porto, de física, recomenda a relação entre energia e meio ambiente, enquanto Pedro Henrique, de biologia, destaca as novas fontes de energia.

    PRÉ-SAL

    Para uma boa prova de ciências humanas, o professor de geografia Kiko Santos, do Colégio Atual, também cita a energia, com destaque para o pré-sal e o aproveitamento de outras fontes energéticas. Para Eduardo Belo, professor de matemática do Colégio Motivo, "na proposta do novo Enem, o aluno será cobrado a trabalhar a matemática no cotidiano. Uma dessas possibilidades está inserida no trabalho com gráficos, que em sua maioria são de fácil interpretação", comenta Eduardo.

    O Enem terá 180 questões. Serão 45 quesitos para cada uma das quatro áreas, além de uma redação. No primeiro dia, os estudantes terão quatro horas e meia para fazer duas provas: ciências humanas e ciências da natureza. No segundo dia, os testes vão ser de matemática e linguagem, que inclui a escrita de uma dissertação.

    Por isso, o tempo de realização das provas será um pouco maior, cinco horas e meia. A orientação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pelo exame, é de que, em caso de dúvida em um quesito, o estudante chute a resposta. Isso porque, caso deixe a questão em branco, a máquina de leitura ótica, ao corrigir a prova, entenderá que houve erro.

    segunda-feira, 28 de setembro de 2009

    Inep: enem terá de 25% a 33% de questões difíceis

    De 25% a 33% das 180 questões da prova do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem 2009, que acontece no fim de semana que vem, serão de nível considerado difícil. Quem afirma é Helinto Ribeiro Tavares, diretor de Avaliação da Educação Básica do Instituto Nacional de Educação (Inep), órgão do Ministério da Educação responsável pelo Enem.

    A próxima mudança no Ensino Médio, afirmou ele, será a dos livros didáticos, que passarão por adaptação para se adequar à nova forma de abordagem das disciplinas, de contextualização e muita interpretação.

    Qual a diferença do Enem atual em relação ao anterior e ao tradicional vestibular?
    Helinto: O Enem, no formato até 2008, foi concebido de uma forma muito distante da escola, desde sua concepção, em 1998, para que servisse de avaliação pessoal do aluno e também para que fosse usado como acesso ao Ensino Superior. Por isso, não deu certo. Sentimos a necessidade de criar dois componentes: a de orientação para o Ensino Médio e a do acesso ao Ensino Superior.

    O Enem passou a ter uma estrutura completamente diferente, sem aquela grande abrangência como tinha até o ano passado. Agora é composto por áreas (de Linguagem e Códigos, Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Matemática). A redação continua no mesmo formato dos anos anteriores.

    E em relação ao vestibular?
    A estrutura atual do Enem pode estar um pouco diferente dos vestibulares. A maior parte ainda tem questões muito objetivas. O Enem passa daquele formato extremamente seco para uma estrutura muito próxima do que temos da vida, que é uma grande situação-problema, um contexto, em que o aluno tenha uma grande capacidade de percepção, de identificar o problema e, a partir dali, apontar a solução.

    Por que os idiomas estrangeiros ficaram de fora?
    Neste ano, não houve consenso acerca de se adotar um determinado idioma ou a obrigatoriedade de dois. Sabe-se também que idiomas estão muito associados ao fator socioeconômico, favorecendo quem fez um curso de Inglês paralelo. Por isso, decidiu-se neste ano não cobrar. Mas o objetivo é exigir o uso da língua estrangeira em 2010. Assim, na próxima reunião do conselho, será decidido se será um idioma, se será possível optar entre dois, ou se cobraremos dois obrigatoriamente.

    Como será o aproveitamento e a validade da nota do Enem?
    As instituições e o próprio comitê gestor ainda vão decidir sobre isso. O importante é dizer que é uma nota comparável ao longo do tempo. Agora, se vai valer durante um momento, dois ou três, deixaremos que as instituições se posicionem a respeito. Essa discussão é que vai permear o tempo de utilização do Enem. Mas pode ser válido por várias edições. Se o aluno não fizer o Enem do ano que vem, ele pode participar com a nota deste ano. Isso está definido.

    Com o mesmo peso?
    Sim. O que está para ser definido é se o aluno poderá utilizar a última nota maior (em caso de participar de várias edições). Como esse é o primeiro ano, não há esse problema. Estamos deixando essa discussão evoluir para que tome corpo para decisão já na próxima reunião do comitê gestor.

    As universidades que aderiram ao sistema unificado são obrigadas a aceitar a nota do Enem anterior ou é apenas uma recomendação do Inep?
    É decisão das universidades, que têm autonomia. Mas é recomendação nossa. Estamos oferecendo uma avaliação e sugerindo que elas a adotem em substituição ao processo seletivo. Porque é uma prova com uma técnica muito boa. E principalmente porque passa a ter uma nota comparável no País inteiro e não só naquela universidade.

    O Enem unificado acabará elevando a nota de corte dos vestibulares?
    Haverá uma seleção melhor desses alunos. Quem sair na frente conseguirá pegar a nata.

    A expectativa é que as instituições substituam de vez o tradicional vestibular pelo Enem?
    Sim. Neste ano, abrimos o processo unificado só para instituições federais. Recebemos pedidos de várias particulares. Mas preferimos não aceitar ainda. Primeiro, avaliaremos como foi o desempenho em relação às federais. A partir daí teremos outras estaduais e eventualmente particulares.

    Mas qualquer instituição pode considerar a nota do Enem cadastrando-se no sistema do Inep. O aluno se inscreverá no processo seletivo delas, que pedirão a nota desse aluno. As particulares já adotam isso no momento da inscrição. O aluno opta por usar a nota do Enem.

    Como se divide o nível das 180 questões?
    Precisamos ter para cada uma das áreas questões fáceis, intermediárias e difíceis. Por que difíceis? Porque precisamos ter boa seleção dos alunos para atender os cursos de alta demanda. Boa parte da seleção, a gente já poderia fazer só com níveis médios. Mas precisamos dos níveis mais baixos por causa de um dos objetivos do Enem: o de ser usado como certificação do Ensino Médio, ou seja, pessoas que ainda não têm Ensino Médio podem usar o Enem e chegar a desempenho satisfatório.

    Vamos sugerir que as secretarias estaduais deem o certificado (de conclusão do Ensino Médio) a eles. Então, é necessário ter os níveis mais baixos. Além disso, precisamos informar às secretarias de educação se os alunos dominam conteúdos a, b, c e d.

    E como ficou essa distribuição?
    É fundamental que tenhamos aproximadamente um quarto (25%), em algumas delas um terço (33%), de itens mais fáceis, dois quartos de intermediárias (50%) e um quarto de difíceis. Em alguns casos, um terço de cada nível.

    Nessa reta final, o que os alunos podem fazer?
    A sugestão é descansar. Tenho falado isso porque o Enem é um exame em que é preciso ter muita capacidade de reflexão. É necessária uma mente descansada para poder entender os itens, que são de muita leitura, poder refletir bastante sobre o que está sendo solicitado e assim acertar a resposta. Os alunos têm que estar preparados para alta capacidade de reflexão. E isso não vão conseguir estudando até a madrugada do dia anterior.

    O fato de as questões serem interpretativas pode dar margem a várias respostas?
    As questões foram muito bem formuladas. Por mais que a carga de texto seja grande, que é a característica do Enem, só haverá uma resposta. Inclusive em todos os itens que preparamos, para cada alternativa há uma explicação de por que está certo ou errado. Isso deve ser apresentado logo depois (da aplicação da prova).

    Qual a expectativa sobre as notas?
    Não podemos dizer isso porque as notas não são comparáveis. Este ano vai ser o ponto inicial da escala e a partir daqui podemos medir se piorou ou melhorou em relação aos anos anteriores.

    Como ficou o oferecimento de vagas pelas universidades para o Enem?
    Teremos um pouco mais de 50 mil vagas considerando todas as universidades, que é um número razoável, sem falar nos institutos. A média é de 50% das vagas, mas alguns cursos vão oferecer até 100% delas. É natural que as instituições experimentem este ano. Acreditamos que nos próximos três anos esse processo se consolide passando a quase todas as vagas oferecidas para o processo seletivo unificado. Se não forem todas.

    O senhor acha que houve mudança na didática das escolas? Acredita que houve tempo para isso?
    As escolas nunca se preparam para o outro Enem. Eram os cursinhos que faziam isso. Agora, o Enem está mais próximo delas. Mesmo assim, não é exatamente o que as escolas trabalham. Elas já deveriam estar nessa linha há dez anos. O que fizemos foi formalizar o que já estava previsto há dez anos. Por isso, de certa forma, as escolas, os alunos e os professores estão mais preparados para esse formato que para o anterior. Mesmo assim, as escolas precisarão melhorar mais.

    O senhor comentou sobre os professores terem se adaptado. Essa adaptação aconteceu de fato?
    Eu acredito que os professores estão se adaptando efetivamente. Mas a mudança muito grande que haverá agora é a mudança dos materiais didáticos. Ela já está em curso para que essa nova forma de abordagem seja implementada nas escolas. As instituições de educação superior terão que formar professores com esse nível de contextualização. É um sistema todo que tem que mudar nas suas diversas esferas e etapas, até chegarmos à consolidação final desse processo.